quinta-feira, 5 de novembro de 2009

III Simpósio de Psicologia Ambiental

O LERHA anuncia que está acontecendo esta semana o seu III Simpósio de Psicologia Ambiental.


























Este ano, o nosso Simpósio acontece no Encontro de Gestão Empresarial e Meio Ambiente - ENGEMA.

Assim, cultivamos novas parcerias e alcançamos um público de várias áreas.

Para conferir nossa programação deste ano, é só clicar nas imagens abaixo:







































terça-feira, 3 de novembro de 2009

Artigo OPOVO

Dia Mundial sem carro

Terezinha Elias
22 Set 2009 - 02h25min

O Dia Mundial sem carro, 22 de setembro, surgiu na França em 1997. Dez anos depois, envolveram-se neste movimento 1.321 cidades em 38 países. No Brasil, as iniciativas neste sentido surgiram em 2001, através de Ongs e prefeituras, especialmente no Sudeste do país. A Secretaria Nacional de Transporte e Mobilidade Urbana & Semob, vinculada ao Ministério das Cidades do Governo Federal, começou a participar em 2004. Na Unifor, o Laboratório de Estudos das Relações Humano-Ambientais & Lerha vem se engajando nesta luta desde 2008, com estudos, pesquisas e intervenções em torno do tema.
O objetivo desta campanha é chamar a atenção para a necessidade de se repensar o modelo de mobilidade das cidades que hoje se mostra insustentável. O uso abusivo do carro particular tem provocado a ocupação desordenada dos espaços urbanos, onde pedestres e ciclistas disputam, de forma desigual, o direito de circulação. Os espaços de lazer e até mesmo ruas têm sido cada vez mais ocupados com estacionamentos. O tempo gasto nos congestionamentos e o estresse gerado, a poluição sonora e do ar são outras consequências graves, que impactam diretamente a saúde e o bem-estar dos que vivem nos grandes centros.
Todos podemos fazer alguma coisa para amenizar a escalada ascendente do impacto ambiental provocado pelo uso excessivo do automóvel particular. Medidas individuais e coletivas a partir da nossa realidade e das condições de cada pessoa podem ser tomadas: debater o assunto, diminuir os deslocamentos, mesclar as formas de mobilidade (andando também a pé, de bicicleta, de transporte coletivo, de trem...), mobilizar-se em torno da carona, organizar passeios ciclísticos, utilizar carros menores e menos poluentes...enfim, tentar mudar um pouco a nossa vida. Para melhor. Para muito melhor.

Terezinha Elias - Mestre em Educação e Membro do Laboratório de Estudos das Relações Humano-Ambientais-Lerha /Unifor
Alerta mundial

Um dia sem carro em Fortaleza

A ideia, além de alertar a população sobre os efeitos causados pela quantidade excessiva de automóveis em circulação, pretende estimular o uso de meios de transporte menos poluentes.

Gabriela Meneses
Especial para O POVO
gabrielasilva@opovo.com.br
22 Set 2009 - 00h51min

Experimente sair de casa de ônibus, de carona, de bicicleta ou a pé. Deixe o carro na garagem e tente novas opções de deslocamento para o trabalho ou para a escola. Aproveite para observar as pessoas, os trajetos e a cidade. Hoje, no Dia Mundial sem Carro, a população da Capital terá a oportunidade de repensar o modelo de mobilidade da cidade, que se tornou caótico, por conta do grande número de automóveis em circulação - mais de 600 mil veículos, segundo o Departamento de Trânsito do Ceará (Detran).
De acordo com a professora de Psicologia Ambiental e coordenadora do Laboratório de Estudos das Relações Humano Ambientais (Lerha) da Universidade de Fortaleza (Unifor), Sylvia Cavalcante, na Capital, o atual modelo de mobilidade é centrado no carro individual. Conforme a professora, esse modelo incentiva o aumento no número de veículos em circulação, causando a poluição sonora, a poluição do ar, e, consequentemente, os problemas respiratórios.
Modelo
Para ela, o modelo do carro individual prejudica ainda a relação entre as pessoas. ``É estressante. As pessoas não desfrutam mais dos espaços de encontro da cidade. Elas se restringem ao carro e à casa``, comenta. No entanto, Sylvia Cavalcante reconhece a dificuldade de deixar o carro na garagem, principalmente em uma cidade cujo transporte coletivo não funciona de forma eficaz. Ela sugere, então, o uso da carona como uma alternativa.
Já o economista e ambientalista Josael Jario Santos Lima, aposta na bicicleta como uma boa opção para diminuir os problemas causados pelo tráfego. Ela é ecologicamente correta, pois não emite gases poluentes``, ressalta. Além disso, ele que pedala diariamente garante que a bicicleta se tornou um meio de transporte rápido. ``Gasto 30 minutos pedalando de casa para o trabalho. Já peguei ônibus para ir ao trabalho e cheguei a gastar cerca de uma hora``, conta.
Para tirar a dúvida e identificar qual o melhor transporte para se deslocar em Fortaleza, hoje, às 18 horas, quando o tráfego é intenso na Capital, um grupo de ambientalistas voluntários participará do I Desafio Intermodal de Fortaleza. Utilizando ônibus, bicicletas, carros e motos, eles vão sair em dois grupos da Praça da Estação, no Centro, em direção aos terminais do Papicu e do Antônio Bezerra.
Para verificar exatamente qual o tempo gasto para cumprir o percurso combinado, uma equipe estará dividida entre os três pontos, garantindo o horário de saída e marcando o momento da chegada de cada participante. Nos terminais, os voluntários vão responder a um questionário de avaliação do transporte utilizado, que levará em conta a eficiência em relação ao custo, velocidade média, conforto, segurança, interação com a cidade e emissão de gases poluentes.
E-Mais
Em adesão ao Dia Mundial Sem Carro, os vereadores Salmito Filho (PT), Guilherme Sampaio (PT), Joaquim Rocha (PV), Marcelo Mendes (PTC), Leonelzinho Alencar (PTdoB) e João Alfredo (Psol) se comprometeram a ir à Câmara Municipal, utilizando bicicletas. O grupo se encontrará às 8h30min, no cruzamento entre as avenidas Virgílio Távora e Antônio Sales.
O Dia Mundial Sem Carro, 22 de setembro, surgiu na França em 1997. Dez anos depois, envolveram-se neste movimento 1.321 cidades em 38 países. No Brasil, as iniciativas surgiram em 2001, através de algumas ONGs e prefeituras municipais, especialmente no Sudeste.

COMO AJUDAR A MELHORAR O TRÂNSITO

EXERCITE A CARONA SOLIDÁRIA
Dê carona. Se os vizinhos
vão se deslocar no mesmo sentido que você, combine esquemas com eles.
INCENTIVE SUA EMPRESA A ADOTAR A CARONA EMPRESARIAL
A empresa pode criar um sistema de transporte coletivo que ligue pontos de ônibus à sede, transportando seus funcionários com segurança e tirando alguns carros das ruas.
EVITE TRÂNSITO
Se você trabalha perto de casa, vá a pé ou de bicicleta. Procure rotas alternativas, evitando as vias mais congestionadas e com maior concentração de poluentes emitidos pelos veículos.
Se você tem uma bicicleta, use-a em pequenos deslocamentos
DESCUBRA SUA CIDADE A PÉ
Incluir trajetos a pé no seu dia-a-dia faz você mais saudável e diminui o estresse provocado pelo corre-corre.
USE TRANSPORTE COLETIVO
Procure usar ônibus e trens para fazer seus deslocamentos ou parte deles.
CENTROS COMERCIAIS TAMBÉM PODEM AJUDAR
Se você trabalha em um centro comercial, fale para implantar um bicicletário no estacionamento.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Dia Mundial Sem Carro

O Dia Mundial Sem Carro, 22 de setembro, surgiu na França em 1997. Dez anos depois, envolveram-se neste movimento 1.321 cidades em 38 países. No Brasil, as iniciativas neste sentido surgiram em 2001, através da iniciativa de algumas ONGs e prefeituras municipais, especialmente no sudeste do país. A Secretaria Nacional de Transporte e Mobilidade Urbana - SEMOB, vinculada ao Ministério das Cidades do Governo Federal, começou a participar em 2004. Na UNIFOR, o Laboratório de Estudos e Pesquisas das Relações Humano-Ambientais – LERHA – vem se engajando nesta luta desde 2008, com estudos, pesquisas e intervenções em torno do tema.

O objetivo deste dia é chamar atenção para a necessidade de repensar o modelo de mobilidade das cidades, que se mostra insustentável. O uso abusivo do carro particular tem provocado a ocupação desordenada dos espaços urbanos, onde pedestres e ciclistas disputam, de forma desigual, o direito de circulação. Os espaços de lazer e até mesmo ruas e avenidas têm sido cada vez mais usados como estacionamentos. A poluição sonora e do ar é outra conseqüência grave, que impacta diretamente a saúde e o bem-estar dos que vivem nos grandes centros. O uso de energia não renovável, o grande descarte de sucatas, entre outras ações humanas, acabam por contribuir para o esgotamento dos recursos naturais do planeta.

Todos nós podemos fazer alguma coisa para amenizar esta escalada ascendente o impacto ambiental provocado pelo uso excessivo do automóvel particular. Medidas individuais e coletivas podem ser tomadas a partir da nossa realidade e das condições de cada pessoa, como, por exemplo:

Diminuir os deslocamentos.
Buscar mesclar as formas de mobilidade, andando também a pé, de bicicleta, de transporte coletivo, de trem.
Mobilizar-se em torno da carona.
Utilizar carros menores e menos poluentes.
Evitar, quando possível, os horários de pico (rush).
Fazer a manutenção periódica do carro para minimizar desperdícios.
Organizar passeios ciclísticos.
Conversar com familiares, colegas e amigos sobre o assunto.
Enviar mensagens eletrônicas sobre o tema.
Organizar debates sobre esta questão.

Para este momento o LERHA estimula a CARONA entre conhecidos.

Sites que discutem este assunto:
- www.envolverde.ig.com.br
- www.silcon.com.br
- www.cidades.gov.br
- www.ruaviva.org.br
- www.nossasaopaulo.org.br

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

CFP realiza debate on line Desafios da Psicologia na Interface do Trânsito com a Mobilidade.

Com o objetivo de iniciar as discussões e preparar os profissionais envolvidos ou interessados no tema para o Seminário Nacional Psicologia e Mobilidade: o espaço público como um direito de todos, que será realizado em outubro, o Conselho Federal de Psicologia promoverá o debate on line Desafios da Psicologia na Interface do Trânsito com a Mobilidade, na sede do CFP, em Brasília, dia 21 de agosto de 2009, às 19 horas.
O debate será transmitido, via internet, no endereço www.pol.org.br, para todo o país.
Essa discussão terá como foco a multiplicidade e a complexidade do sistema trânsito e mobilidade, ampliando a perspectiva do psicólogo na área, para além das avaliações psicológicas.
O CFP entende que o trânsito e a mobilidade são transversais a diversos temas e estão presentes na maioria das relações sociais. Por isso, a atuação do profissional da Psicologia não pode ser dirigida apenas à avaliação psicológica de motoristas.
As relações sociais e de poder vivenciadas cotidianamente refletem no trânsito, e extrapolam a Psicologia, atingindo questões como consumo, poder, segurança, rapidez, velocidade, subjetividade, independência, organização social, estrutura das cidades, deslocamento, mobilidade, cultura, entre tantas outras.
O público-alvo são estudantes, profissionais e pesquisadores de diversas áreas, bem como as demais pessoas interessadas na temática.
Dessa forma, o debate conta com a seguinte configuração:
Coordenação:
• Andréa dos S. Nascimento – Conselheira do CFP
Palestrantes/debatedores:
• Prof Dra. Amélia Luisa Damiani - Doutora em Geografia Humana, docente da Universidade de São Paulo – USPTema: A mobilidade na estruturação da vida cotidiana.
• Marcos Bicalho – Superintendente Associação Nacional de Transportes Públicos – ANTPTema: Mobilidade e espaço público: direito de ir e vir.
• Prof. Dra Edinilsa Ramos de Souza – Psicóloga, doutora em Saúde Pública, pesquisadora e docente da Fundação Oswaldo Cruz – FiocruzTema: Trânsito versus Mobilidade: Antagonismo ou Complementaridade? A visão da Saúde Pública
Participe e divulgue.
Em breve, mais informações sobre o Seminário no site www.pol.org.br

quarta-feira, 8 de julho de 2009

07/07/2009 - 16h45

Projeto da UnB vai emprestar bicicletas para uso dentro do campus

Alunos da UnB (Universidade de Brasília) querem incentivar a locomoção por meio de bicicletas dentro da instituição. O grupo "Bicicleta Livre" espalhou 18 delas dentro do campus Darcy Ribeiro para que alunos, funcionários e professores possam utilizar gratuitamente durante o dia. A única condição é que, ao fim do dia, elas sejam devolvidas nos locais em que foram retiradas.
Bicicletas estão disponíveis gratuitamente para alunos e servidores da UnB
O projeto, que foi inspirado em outras experiências de sistemas de bicicletas públicas pelo mundo, é voltado tanto para quem não tem transporte quanto para quem já tem. Segundo o orientador do projeto, Glauco Falcão, que também é professor da Faculdade de Educação Física, a iniciativa terá também impacto ambiental: "o intuito é que as pessoas deixem o carro nos estacionamentos e circulem de bicicleta pelo campus. Quando isso se tornar cultura, o impacto e a expansão do projeto serão maiores", diz.

Não há preocupação com furto das bicicletas, que foram doadas e recuperadas por voluntários. Segundo a estagiária-técnica da Agenda Ambiental da UnB, Mara Marchetti, "a ideia é que as bicicletas fiquem livres para uso no campus. Não vemos motivo para furto. São bicicletas diferenciadas, sem marchas e próprias para uso em curtas distâncias", explica.

Todos os sábados, estudantes preparam as bicicletas do projeto. Há cerca de 50 delas precisando de reparos. Elas são desmontadas, lixadas e pintadas. Com a implantação do projeto, elas precisarão de cuidados semanais, como encher pneus e colocar graxa nas peças.
Para Renato Cerbinato, voluntário do "Bicicleta Livre", o projeto é uma conquista. "Uso bicicleta como meio de transporte há sete anos. Pedalando, você vê a cidade de uma outra maneira, conversa com as pessoas. É um transporte humanizado", defende.

Fonte: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/07/07/ult105u8348.jhtm

quarta-feira, 10 de junho de 2009

LEONARDO BOFF
O século dos direitos da Terra
08 Mai 2009

A afirmação mais impactante do discurso do presidente da Bolívia, Evo Morales Ayma, em 22 de abril, na Assembléia Geral da ONU, ao se proclamar aquela data como o Dia Internacional da Mãe Terra, talvez tenha sido a seguinte: “Se o século XX é reconhecido como o século dos direitos humanos, individuais, sociais, econômicos, políticos e culturais, o século XXI será reconhecido como o século dos direitos da Mãe Terra, dos animais, das plantas, de todas as criaturas vivas e de todos os seres, cujos direitos também devem ser respeitados e protegidos”. Aqui já nos defrontamos com o novo paradigma, centrado na terra e na vida. Não estamos mais dentro do antropocentrismo, que desconhecia o valor intrínseco de cada ser, independentemente do uso que fizermos dele. Cresce mais e mais a clara consciência de que tudo o que existe merece existir e tudo o que vive merece viver. Conseqüentemente, devemos enriquecer nosso conceito de democracia no sentido de uma biocracia ou democracia sociocósmica porque todos os elementos da natureza, em seus próprios níveis, entram a compor a sociabilidade humana. Nossas cidades seriam ainda humanas sem as plantas, os animais, os pássaros, os rios e o ar puro? Hoje, sabemos pela nova cosmologia que todos os seres possuem não apenas massa e energia. São portadores também de informação, possuem história, se complexificam e criam ordens que comportam certo nível de subjetividade. É a base científica que justifica a ampliação da personalidade jurídica a todos os seres, especialmente aos vivos. Michel Serres, filósofo francês das ciências, afirmou com propriedade: “A Declaração dos Direitos do Homem teve o mérito de dizer ‘todos os homens têm direitos’, mas o defeito de pensar ‘só os homens têm direitos”. Custou muita luta o reconhecimento pleno dos direitos dos indígenas, dos afrodescendentes e das mulheres, como agora está exigindo muito esforço o reconhecimento dos direitos da natureza, dos ecossistemas e da Mãe Terra. Como inventamos a cidadania, o governo do Acre de Jorge Viana cunhou a expressão florestania, quer dizer, a forma de convivência na qual os direitos da floresta e de todos os que vivem dela e nela são afirmados e garantidos. O presidente Morales solicitou à ONU a elaboração de uma Carta dos Direitos da Mãe Terra cujos tópicos principais seriam: o direito à vida de todos os seres vivos; o direito à regeneração da biocapacidade do Planeta; o direito a uma vida pura, pois a Mãe Terra tem o direito de viver livre da contaminação e da poluição; o direito à harmonia e ao equilíbrio com e entre todas as coisas. E nós acrescentaríamos o direito de conexão com o todo do qual somos parte. Esta visão nos mostra quão longe estamos da concepção capitalista, da qual ficamos reféns durante séculos, segundo a qual a Terra é vista como mero instrumento de produção, sem propósito, um reservatório de recursos que podemos explorar a nosso bel prazer. Faltou-nos a percepção de que a Terra é, verdadeiramente, nossa mãe. E mãe deve ser respeitada, venerada e amada. Foi o que asseverou o presidente da Assembléia, Miguel d’Escoto Brockmann, ao encerrar a sessão: “É justíssimo que nós, irmãos e irmãs, cuidemos da Mãe Terra, pois é ela que, ao fim e cabo, nos alimenta e sustenta”. Por isso, apelava a todos que escutássemos atentamente os povos originários, pois, a despeito de todas as pressões contrárias, mantêm viva a conexão com a natureza e com a Mãe Terra e produzem em consonância com seus ritmos e com o suporte possível de cada ecossistema, contrapondo-se à rapinagem das agroindústrias que atuam por sobre toda a Terra. A decisão de acolher a celebração do Dia Internacional da Mãe Terra é mais que um símbolo. É uma viragem no nosso relacionamento para com a Terra, escapando do padrão dominante que nos poderá levar, se não fizermos transformações profundas, à nossa autodestruição.