segunda-feira, 15 de março de 2010

Câmara aprova projeto para resíduos sólidos

A Câmara dos Deputados aprovou, há pouco, projeto de lei do Senado que cria o marco regulatório para os resíduos sólidos.
O projeto dispõe sobre o acondicionamento, a coleta, o tratamento, o transporte e a destinação final dos resíduos de serviços de saúde, incluindo os resíduos sólidos e o lixo hospitalar. O projeto, de origem do Senado Federal, foi apresentado em 1991 e tramita no Congresso há 19 anos.
O projeto estabelece a identificação dos limites de atuação da legislação federal no setor de resíduos sólidos. A proposta também identifica as responsabilidades dos diversos setores pelos resíduos sólidos gerados pela indústria, comércio e saúde, enter outros segmentos, incluindo a elaboração e implementação de planos de gerenciamento desses resíduos.
O texto aprovado também cria um vínculo explícito do plano de gerenciamento dos resíduos ao licenciamento ambiental. Reconhece o papel dos catadores de lixo, além de definir o papel da União e dos estados na gestão destes resíduos.
O projeto dos deputados agora vai retornar ao Senado para ser votado novamente. Ele torna obrigatória a implantação de um local próprio para os produtos como agrotóxicos, pneus, pilhas, baterias e outros produtos.
A proposta também prevê incentivos fiscais para as pessoas jurídicas que atuam na área de reciclagem e para a pessoa jurídica que presta serviços de aterro sanitário e industrial.

*Via Info.

FONTE: http://blog.eco4planet.com/2010/03/camara-aprova-projeto-para-residuos-solidos/

segunda-feira, 8 de março de 2010

Desmatamento: Caatinga perdeu 2% de território em seis anos

Por: Guilherme Costa

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, informou nesta terça-feira, 2 de março, que foram desmatados 16.576 quilômetros quadrados na Caatinga no período que compreende os anos de 2002 a 2008 - valor equivalente a 2% do território do bioma.
Mapeada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a área é de 826.411 quilômetros quadrados, dos quais 45,39% não existem mais, por conta da devastação.
As informações foram produzidas pelo Centro de Monitoramento Ambiental do Ibama, sob a coordenação da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente.
Minc considerou o número muito alto. “Podemos dizer que equivale proporcionalmente à área desmatada na Amazônia se considerarmos que a Amazônia é cinco vezes maior que a Caatinga”, comparou.
Os estados que mais desmataram foram a Bahia e o Ceará. Juntos, eles desmataram quase 9 mil quilômetros quadrados em seis anos.
Apresentados em evento realizado em Brasília, os dados serão fundamentais para orientar o Plano de Controle do Desmatamento da Caatinga, único bioma exclusivamente brasileiro, e que concentra 60% das áreas suscetíveis à desertificação no Brasil.

*Via EcoDesenvolvimento.

FONTE: http://blog.eco4planet.com/2010/03/desmatamento-caatinga-perdeu-2-de-territorio-em-seis-anos/

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

III Simpósio de Psicologia Ambiental

O LERHA anuncia que está acontecendo esta semana o seu III Simpósio de Psicologia Ambiental.


























Este ano, o nosso Simpósio acontece no Encontro de Gestão Empresarial e Meio Ambiente - ENGEMA.

Assim, cultivamos novas parcerias e alcançamos um público de várias áreas.

Para conferir nossa programação deste ano, é só clicar nas imagens abaixo:







































terça-feira, 3 de novembro de 2009

Artigo OPOVO

Dia Mundial sem carro

Terezinha Elias
22 Set 2009 - 02h25min

O Dia Mundial sem carro, 22 de setembro, surgiu na França em 1997. Dez anos depois, envolveram-se neste movimento 1.321 cidades em 38 países. No Brasil, as iniciativas neste sentido surgiram em 2001, através de Ongs e prefeituras, especialmente no Sudeste do país. A Secretaria Nacional de Transporte e Mobilidade Urbana & Semob, vinculada ao Ministério das Cidades do Governo Federal, começou a participar em 2004. Na Unifor, o Laboratório de Estudos das Relações Humano-Ambientais & Lerha vem se engajando nesta luta desde 2008, com estudos, pesquisas e intervenções em torno do tema.
O objetivo desta campanha é chamar a atenção para a necessidade de se repensar o modelo de mobilidade das cidades que hoje se mostra insustentável. O uso abusivo do carro particular tem provocado a ocupação desordenada dos espaços urbanos, onde pedestres e ciclistas disputam, de forma desigual, o direito de circulação. Os espaços de lazer e até mesmo ruas têm sido cada vez mais ocupados com estacionamentos. O tempo gasto nos congestionamentos e o estresse gerado, a poluição sonora e do ar são outras consequências graves, que impactam diretamente a saúde e o bem-estar dos que vivem nos grandes centros.
Todos podemos fazer alguma coisa para amenizar a escalada ascendente do impacto ambiental provocado pelo uso excessivo do automóvel particular. Medidas individuais e coletivas a partir da nossa realidade e das condições de cada pessoa podem ser tomadas: debater o assunto, diminuir os deslocamentos, mesclar as formas de mobilidade (andando também a pé, de bicicleta, de transporte coletivo, de trem...), mobilizar-se em torno da carona, organizar passeios ciclísticos, utilizar carros menores e menos poluentes...enfim, tentar mudar um pouco a nossa vida. Para melhor. Para muito melhor.

Terezinha Elias - Mestre em Educação e Membro do Laboratório de Estudos das Relações Humano-Ambientais-Lerha /Unifor
Alerta mundial

Um dia sem carro em Fortaleza

A ideia, além de alertar a população sobre os efeitos causados pela quantidade excessiva de automóveis em circulação, pretende estimular o uso de meios de transporte menos poluentes.

Gabriela Meneses
Especial para O POVO
gabrielasilva@opovo.com.br
22 Set 2009 - 00h51min

Experimente sair de casa de ônibus, de carona, de bicicleta ou a pé. Deixe o carro na garagem e tente novas opções de deslocamento para o trabalho ou para a escola. Aproveite para observar as pessoas, os trajetos e a cidade. Hoje, no Dia Mundial sem Carro, a população da Capital terá a oportunidade de repensar o modelo de mobilidade da cidade, que se tornou caótico, por conta do grande número de automóveis em circulação - mais de 600 mil veículos, segundo o Departamento de Trânsito do Ceará (Detran).
De acordo com a professora de Psicologia Ambiental e coordenadora do Laboratório de Estudos das Relações Humano Ambientais (Lerha) da Universidade de Fortaleza (Unifor), Sylvia Cavalcante, na Capital, o atual modelo de mobilidade é centrado no carro individual. Conforme a professora, esse modelo incentiva o aumento no número de veículos em circulação, causando a poluição sonora, a poluição do ar, e, consequentemente, os problemas respiratórios.
Modelo
Para ela, o modelo do carro individual prejudica ainda a relação entre as pessoas. ``É estressante. As pessoas não desfrutam mais dos espaços de encontro da cidade. Elas se restringem ao carro e à casa``, comenta. No entanto, Sylvia Cavalcante reconhece a dificuldade de deixar o carro na garagem, principalmente em uma cidade cujo transporte coletivo não funciona de forma eficaz. Ela sugere, então, o uso da carona como uma alternativa.
Já o economista e ambientalista Josael Jario Santos Lima, aposta na bicicleta como uma boa opção para diminuir os problemas causados pelo tráfego. Ela é ecologicamente correta, pois não emite gases poluentes``, ressalta. Além disso, ele que pedala diariamente garante que a bicicleta se tornou um meio de transporte rápido. ``Gasto 30 minutos pedalando de casa para o trabalho. Já peguei ônibus para ir ao trabalho e cheguei a gastar cerca de uma hora``, conta.
Para tirar a dúvida e identificar qual o melhor transporte para se deslocar em Fortaleza, hoje, às 18 horas, quando o tráfego é intenso na Capital, um grupo de ambientalistas voluntários participará do I Desafio Intermodal de Fortaleza. Utilizando ônibus, bicicletas, carros e motos, eles vão sair em dois grupos da Praça da Estação, no Centro, em direção aos terminais do Papicu e do Antônio Bezerra.
Para verificar exatamente qual o tempo gasto para cumprir o percurso combinado, uma equipe estará dividida entre os três pontos, garantindo o horário de saída e marcando o momento da chegada de cada participante. Nos terminais, os voluntários vão responder a um questionário de avaliação do transporte utilizado, que levará em conta a eficiência em relação ao custo, velocidade média, conforto, segurança, interação com a cidade e emissão de gases poluentes.
E-Mais
Em adesão ao Dia Mundial Sem Carro, os vereadores Salmito Filho (PT), Guilherme Sampaio (PT), Joaquim Rocha (PV), Marcelo Mendes (PTC), Leonelzinho Alencar (PTdoB) e João Alfredo (Psol) se comprometeram a ir à Câmara Municipal, utilizando bicicletas. O grupo se encontrará às 8h30min, no cruzamento entre as avenidas Virgílio Távora e Antônio Sales.
O Dia Mundial Sem Carro, 22 de setembro, surgiu na França em 1997. Dez anos depois, envolveram-se neste movimento 1.321 cidades em 38 países. No Brasil, as iniciativas surgiram em 2001, através de algumas ONGs e prefeituras municipais, especialmente no Sudeste.

COMO AJUDAR A MELHORAR O TRÂNSITO

EXERCITE A CARONA SOLIDÁRIA
Dê carona. Se os vizinhos
vão se deslocar no mesmo sentido que você, combine esquemas com eles.
INCENTIVE SUA EMPRESA A ADOTAR A CARONA EMPRESARIAL
A empresa pode criar um sistema de transporte coletivo que ligue pontos de ônibus à sede, transportando seus funcionários com segurança e tirando alguns carros das ruas.
EVITE TRÂNSITO
Se você trabalha perto de casa, vá a pé ou de bicicleta. Procure rotas alternativas, evitando as vias mais congestionadas e com maior concentração de poluentes emitidos pelos veículos.
Se você tem uma bicicleta, use-a em pequenos deslocamentos
DESCUBRA SUA CIDADE A PÉ
Incluir trajetos a pé no seu dia-a-dia faz você mais saudável e diminui o estresse provocado pelo corre-corre.
USE TRANSPORTE COLETIVO
Procure usar ônibus e trens para fazer seus deslocamentos ou parte deles.
CENTROS COMERCIAIS TAMBÉM PODEM AJUDAR
Se você trabalha em um centro comercial, fale para implantar um bicicletário no estacionamento.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Dia Mundial Sem Carro

O Dia Mundial Sem Carro, 22 de setembro, surgiu na França em 1997. Dez anos depois, envolveram-se neste movimento 1.321 cidades em 38 países. No Brasil, as iniciativas neste sentido surgiram em 2001, através da iniciativa de algumas ONGs e prefeituras municipais, especialmente no sudeste do país. A Secretaria Nacional de Transporte e Mobilidade Urbana - SEMOB, vinculada ao Ministério das Cidades do Governo Federal, começou a participar em 2004. Na UNIFOR, o Laboratório de Estudos e Pesquisas das Relações Humano-Ambientais – LERHA – vem se engajando nesta luta desde 2008, com estudos, pesquisas e intervenções em torno do tema.

O objetivo deste dia é chamar atenção para a necessidade de repensar o modelo de mobilidade das cidades, que se mostra insustentável. O uso abusivo do carro particular tem provocado a ocupação desordenada dos espaços urbanos, onde pedestres e ciclistas disputam, de forma desigual, o direito de circulação. Os espaços de lazer e até mesmo ruas e avenidas têm sido cada vez mais usados como estacionamentos. A poluição sonora e do ar é outra conseqüência grave, que impacta diretamente a saúde e o bem-estar dos que vivem nos grandes centros. O uso de energia não renovável, o grande descarte de sucatas, entre outras ações humanas, acabam por contribuir para o esgotamento dos recursos naturais do planeta.

Todos nós podemos fazer alguma coisa para amenizar esta escalada ascendente o impacto ambiental provocado pelo uso excessivo do automóvel particular. Medidas individuais e coletivas podem ser tomadas a partir da nossa realidade e das condições de cada pessoa, como, por exemplo:

Diminuir os deslocamentos.
Buscar mesclar as formas de mobilidade, andando também a pé, de bicicleta, de transporte coletivo, de trem.
Mobilizar-se em torno da carona.
Utilizar carros menores e menos poluentes.
Evitar, quando possível, os horários de pico (rush).
Fazer a manutenção periódica do carro para minimizar desperdícios.
Organizar passeios ciclísticos.
Conversar com familiares, colegas e amigos sobre o assunto.
Enviar mensagens eletrônicas sobre o tema.
Organizar debates sobre esta questão.

Para este momento o LERHA estimula a CARONA entre conhecidos.

Sites que discutem este assunto:
- www.envolverde.ig.com.br
- www.silcon.com.br
- www.cidades.gov.br
- www.ruaviva.org.br
- www.nossasaopaulo.org.br

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

CFP realiza debate on line Desafios da Psicologia na Interface do Trânsito com a Mobilidade.

Com o objetivo de iniciar as discussões e preparar os profissionais envolvidos ou interessados no tema para o Seminário Nacional Psicologia e Mobilidade: o espaço público como um direito de todos, que será realizado em outubro, o Conselho Federal de Psicologia promoverá o debate on line Desafios da Psicologia na Interface do Trânsito com a Mobilidade, na sede do CFP, em Brasília, dia 21 de agosto de 2009, às 19 horas.
O debate será transmitido, via internet, no endereço www.pol.org.br, para todo o país.
Essa discussão terá como foco a multiplicidade e a complexidade do sistema trânsito e mobilidade, ampliando a perspectiva do psicólogo na área, para além das avaliações psicológicas.
O CFP entende que o trânsito e a mobilidade são transversais a diversos temas e estão presentes na maioria das relações sociais. Por isso, a atuação do profissional da Psicologia não pode ser dirigida apenas à avaliação psicológica de motoristas.
As relações sociais e de poder vivenciadas cotidianamente refletem no trânsito, e extrapolam a Psicologia, atingindo questões como consumo, poder, segurança, rapidez, velocidade, subjetividade, independência, organização social, estrutura das cidades, deslocamento, mobilidade, cultura, entre tantas outras.
O público-alvo são estudantes, profissionais e pesquisadores de diversas áreas, bem como as demais pessoas interessadas na temática.
Dessa forma, o debate conta com a seguinte configuração:
Coordenação:
• Andréa dos S. Nascimento – Conselheira do CFP
Palestrantes/debatedores:
• Prof Dra. Amélia Luisa Damiani - Doutora em Geografia Humana, docente da Universidade de São Paulo – USPTema: A mobilidade na estruturação da vida cotidiana.
• Marcos Bicalho – Superintendente Associação Nacional de Transportes Públicos – ANTPTema: Mobilidade e espaço público: direito de ir e vir.
• Prof. Dra Edinilsa Ramos de Souza – Psicóloga, doutora em Saúde Pública, pesquisadora e docente da Fundação Oswaldo Cruz – FiocruzTema: Trânsito versus Mobilidade: Antagonismo ou Complementaridade? A visão da Saúde Pública
Participe e divulgue.
Em breve, mais informações sobre o Seminário no site www.pol.org.br