O Dia Mundial sem carro (DIA MUNDIAL SEM CARRO) é uma espécie de reflexão sobre os gigantescos problemas causados pelo uso intensivo de automóveis como forma de deslocamento, sobretudo nos grandes centros urbanos, e um convite ao uso de meios de transporte sustentáveis, dentre os quais, se destaca a bicicleta. Na Europa, a semana toda é recheada de atividades que se chamam "Semama Europeia da Mobilidade" (16 a 22 de Setembro). Já no Brasil, a cidade de São Paulo e Belo Horizonte são as percussoras da Semana e vem realizando atividades como a Bicicletada desde 2003.
Mas qual o problema em utilizar o carro?

Ao longo do último século, nossas cidades foram adaptadas para atender prioritariamente ao carro, não às pessoas que nelas vivem. Investiu-se muito mais no uso individual do automóvel do que em soluções de transporte de massa. À medida que as cidades e o país cresciam, deu-se ênfase em possibilitar a venda massificada de automóveis (com incentivos contínuos das montadoras) e à criação de infraestrutura para que esses carros rodassem.
Nessa política, cada cidadão deveria resolver por sua conta o “seu” problema de mobilidade. O carro se tornava cada vez mais sinônimo de liberdade de ir e vir, símbolo de beleza e status financeiro, quando na realidade não é sinônimo de liberdade de deslocamento, mas a alternativa que restou. Para mover “massas” de pessoas, deveria haver mais opções de transporte “de massa”.
As ferrovias foram desmanteladas ao longo do século e as hidrovias não saíram do papel. As rodovias se espalharam por todo país, até no coração da floresta amazônica, levando o desmatamento e a poluição no porta-malas. As ruas, avenidas, pontes e túneis, supostamente criados para atender à demanda, foram estimulando essa demanda, criando um círculo difícil de quebrar: cada vez mais carros ocupando a estrutura criada e pedindo sempre mais espaço, exponencialmente.
As cidades deixaram de ter caminhos por onde as pessoas e os rios passavam para ter caminhos para “chegar rápido de carro”. Atravessar as ruas sem uma armadura de uma tonelada se tornou, cada vez mais, uma aventura perigosa. As cidades passaram a ser dos carros.
Os malefícios causados pelo uso do carro são evidentes: poluição atmosférica e sonora, doenças respiratórias, sedentarismo, irritabilidade, perda de tempo em congestionamentos, acidentes, comprometimento de grande parte da renda das pessoas. Além disso, as viagens de carro degradam a relação dos indivíduos com o espaço público, transformando a rua em um indesejável obstáculo a ser superado no deslocamento de um ponto a outro. Elas também significam um uso desproporcional das ruas, já que a imensa maioria dos carros leva apenas uma pessoa - o que é ainda mais grave em áreas densamente povoadas.
NOSSA! E O QUE EU POSSO FAZER?!

O dia 22 de setembro é uma oportunidade para que as pessoas experimentem vivenciar a cidade de outra forma. Transporte público, bicicleta e mesmo a caminhada são alternativas saudáveis e cidadãs, que contribuem com o meio ambiente, com a sua saúde e até com a locomoção daqueles que realmente necessitam utilizar o carro, sobretudo em situações especiais de mobilidade (melhor idade, gestantes, transporte de crianças pequenas, portadores de necessidades especiais, etc).
Até a carona solidária (Caso você seja aluno da Unifor, clique aqui), combinada com um colega de escritório que more perto da sua casa, já ajuda bastante. Se você utiliza o carro no dia-a-dia, faça um desafio a si mesmo no próximo 22 de Setembro e descubra se você é capaz de passar um único dia no ano sem seu carro.

A bicicleta é um excelente meio de transporte, sobretudo para pequenas distâncias. Leva seu condutor de porta a porta, permite a prática de atividade física, tem custo baixíssimo e evita engarrafamentos.
O LERHA está com uma programação especial para a Semana da Mobilidade que se realizará na Unifor nos dias 17 a 22 de Setembro, acompanhe o nosso blog e fique por dentro das palestras, debates e intervenções que rolarão pelo campus e em Fortaleza em prol do Dia Mundial sem Carro. Participe! A cidade, o planeta e nossas crianças agradecem!
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